sexta-feira, 11 de julho de 2014

Pufti... tá ai....

E ai a gente pensa, eu deveria ter conversado mais, eu deveria ser mais aberta, eu deveria estar mais presente, é tanta culpa e é tanto eu deveria no primeiro momento que não cabe em um livro. Mas quando passa este primeiro momento e se percebe o dedo de Deus. Ah!!!! Uma grande benção e ai você deseja esquecer este primeiro momento... e tudo vira felicidade, e tudo se torna VIDA!  

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Mel

Houve um tempo em que eu era besta (inteligência curta- ainda bem), fui prestar um concurso público e uma menina linda com um sorriso encantador e lindos cabelos longos me pediu emprestada uma caneta. Eu emprestei a caneta e ainda passei cola da prova para ela... Eu era besta mesmo, a menina minha concorrente e eu passando respostas da prova.
Eu não tinha medo, sabia da minha paixão por bioquímica... É eu sou assim, quando me apaixono, me entrego e fico sabendo tudo sobre a minha paixão e não tem ganhe de mim...
E ai saiu o resultado do concurso primeiro lugar e fui trabalhar e adivinhem... Na mesma bancada que a menina linda dos cabelos compridos, ela passou em segundo lugar e se tornou a minha segunda paixão, eu sabia tudo dela (se bem que sou uma pessoa bastante observadora e ela bastante previsível).
Mas eu não me apaixonei sozinha, o amor, o carinho era correspondido e eu abusava disso, abusava do seu coração, uma vez a fiz carregar uma melancia dentro de três ônibus iniciando isto às cinco horas da manhã.
Tinha dias que eu tirava só para zuar com ela, até ela chorar...
Outros dias era eu quem chorava, chorei muito quando ela mudou de emprego, me abandonou, fiquei sem o café ralo e doce (isto era uma briga constante que foi feito até uma paródia com a música da Marisa Monte... Todo dia de manhã eu tomo o meu café ralo, não é fácil, mas eu tenho que beber...).
E os anos se passaram... Acredito que 20 anos, e o amor não acabou, ficamos longe e perto. Quando minha mãe teve Ca de mama eu liguei pra ela e disse me ajuda? E ela respondeu: Fica sussa eu também estou, é tranquilo, faça isto, faça aquilo... E eu me perguntando de onde vem à força desta menina?
Hoje minha mãe precisa de orações para sua alma e a menina linda de um milagre. Eu acredito em milagres.
E quem também acredita eleve seu coração ao Criador para que haja remissão do ca dela.

E acabou... acabou o sofrimento e junto com ele os sorrisos, fica agora somente os da foto.)

domingo, 15 de junho de 2014

Já foi colocado o pó e com ele toda a minha revolta, toda a minha dor.
Agradeço por vc ser quem é nunca me devolver na mesma moeda.
Por não ter ouvido todos os meus gritos de dor. E vai ser assim para todo o sempre... vc aí... eu aqui... 
E os meus "aquis" são tantos... sem a esperança de você eu não sobreviveria! 
Obrigada, obrigada por ter ido a missa hoje de manhã...; nem isto consegui fazer. Vergonha. 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A gente cresce, percebe que tudo tem olho e se encolhe e engole.

se... diversos "se"


E eu vou te encher mais uma vez... Eu sou assim, não desisto muito fácil do que quero, ainda mais quando sinto coisas que não entendo, tenho algo dentro de mim que me diz: _ tente novamente. A vida me mostra quando agimos assim ficamos desprotegidos, corremos um grande risco de nos machucarmos, de assustarmos as pessoas, mas são riscos e se eu não colocar os pés no chão e reconhecer que estou em suas mãos e assumir todos os riscos, de que vale a vida?
Eu sei que se eu fosse menos impulsiva, deixando as coisas rolarem, que se eu ficasse na minha e fosse "comendo pelas beiradas", aprendendo quem é você, sabendo das suas histórias, se eu desse tempo ao tempo, se eu fosse mais devagar, iria ainda ter você por perto, mas eu não sou assim, não gosto muitos desses se... Eu acho que esse "se" atrapalha.
Mas vou deixar uns "se" para você:
SE você não tiver medo de me conhecer melhor...
Se você quiser ficar por perto...
Se você quiser experimentar como será...
Se você quiser baixar as armas...
Se você me deixar sentir o osso dos seus quadris...
Acho que poderíamos ter momentos de risos largos, de tardes leves, de noites com luas, de brincadeiras bobas e é só isto que tenho para oferecer...." se" você quiser...
ou apenas conseguir sentir porque : " tinha que ter sido ruim"
Enfim...

Olhe devagar e tenha presa



Me lembro de um dia assim do nada, uma aluna me contando que o irmão fez um comentário e eu não ouvi, e parou por ai, fiquei sem saber o comentário e quem era o irmão... algumas pessoas ficam na minha frente e eu não vejo, não sei exatamente que mecanismo é este que a minha mente tem, talvez eu só veja as pessoas que conversem comigo ou que de alguma maneira me chamam a atenção, o que me chama a atenção são coisas velhas, antigas e também o extremamente novo, o que nunca ninguém viu, o que ninguém nunca tocou...ah! isto não existe, desde que o mundo é mundo... tudo é velho, tudo é antigo, mas eu ainda tenho a ilusão de que algum dia em algum lugar eu vou ver algo muito novo e me espantar com isto.
Eu gosto muito de ficar olhando as pessoas e ficar formulando perguntas que nunca terão resposta. Uma vez eu tive um namorado que morava em São Paulo, andávamos de metro e eu adoro ficar olhando as pessoas nestes lugares transitórios, gosto de ver um homem bem vestido e ficar imaginando quem arrumou as suas roupas, quantas vezes ele se olhou no espelho antes de sair de casa, se tomou café, as vezes uma evangélica toda coberta com saia de tergal (eu sei o nome do tecido), cobrindo os joelhos, com o cabelo em um coque perfeito, serenidade no rosto, imagem de Cristo e me pergunto se ela mantem esta serenidade quando uma criança faz birra, fico me perguntando se ela é capaz de vestir uma lingerie vermelha e se deliciar com os prazeres do sexo... e também via muitas outras coisas e muitos outros pensamentos que não tinha coragem de contar bobagens minhas que não valiam a pena comentar, perguntas sem respostas, e o meu tal namorado não compreendia porque eu ficava olhando as pessoas, isto eram coisas minhas ele me perguntava e eu sempre respondia: bobagens. Mas responder bobagens não foi o suficiente e o namoro acabou, eu fiquei três messes chorando desesperadamente, fui a uma igreja briguei com Jesus, procurei ele por 3 vezes, acordei várias vezes a noite desesperada tentando entender o que tinha acontecido, pois enquanto eu subia a rua do prédio eu via ele pela janela chorando, emagreci 11 quilos( imagina o que é isto para uma pessoa de 1,55), mas até que um dia a minha casa foi atingida por um tornado e eu fui chamada de novo a vida, e um amigo quando soube veio imediatamente, me falou das coisas que aconteceu com ele um acidente, um ano em coma, um ano para aprender a andar novamente, de volta a vida? Nada, nisto ele perdeu o amor da esposa que não suportava cuidar de um doente e nem entender que ele ficou com sequelas mentais, não tem hoje uma memória do presente, repete várias vezes a mesma coisa, perdeu o contato com os dois filhos e isto doeu em mim, pois este cara é uma pessoa boa, no dia do acidente era aniversário da esposa, ele estava levando rosas brancas para ela, simbolizando o amor puro que ele sentia, mas enfim este amor não sobreviveu ao acidente e hoje ele vive no passado que ninguém entende, eu faço parte deste passado e as vezes ele olha em um caderninho de anotações o meu nome e me liga, quando isto acontece eu vou até ele e passamos horas rindo e falando bobagens mas em poucas horas tudo isto é apagado, mas nestes momentos eu sei que ele fica feliz, e se eu ligar pra ele assim do nada e marcar um encontro ele diz que não sabe quem sou eu... eu sempre tenho que esperar que ele se lembre de mim e me procure, mas a vida dele agora é assim e porque eu gosto dele tenho que aceitar. Na minha vida a minha grande dificuldade é a aceitação, eu passo horas meditando e tentando aceitar coisas que não me agradam e que não posso mudar, as vezes consigo, outras não.
Tenho visões de futuro que não me agradão, de passado que gostaria de não ter e me envolvo com isto, não gosto das coisas pela metade se tenho que ser infeliz em alguns momentos eu sou assim completamente infeliz, choro até as lágrimas secarem ( isto realmente acontece, é biológico - ficamos sem comer, sem ingerir líquidos e o corpo para preservar os órgãos vitais para de funcionar em algumas coisas), e se tenho que ser feliz, se sinto uma possibilidade eu tento até que todas as possibilidades se esgotem, algumas pessoas não entendem isto, dizem que é loucura, mas eu tento até alguém me provar o que é verdade... da verdade eu pouca coisa sei... mas acredito nela, acredito que alguém em algum lugar esteja realmente interessado em mostrá-la , que tudo o que vivemos tem um sentido, um propósito .
Eu sou uma pessoa que não acredita muito no tempo, ele nos ajuda a apagar alguns sofrimentos, mas também nos atrapalha quando acreditamos nele... quando acreditamos que se ele passar alguma coisa vai mudar, as coisas mudam, mas mudam quando aceitamos, quando nos distanciamos e colocamos um novo olhar e tem alguma coisa que cutuca e que diz: olhe devagar, olhe devagar e tenha presa, tenha presa...
E é isto que eu quero, que você me olhe devagar e que tenha presa....

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Falta de tempo




Nunca temos tempo. Para ser e até para não ser. Para arrumar ou desarrumar. Decidi organizar a biblioteca e baixei todos os livros da estante. Um assalto, os livros no solo com pavor de minha reação. Foi um surto de um dia, mas que demandaria um mês inteiro para terminar. Quem disse que levei adiante? Os livros continuam deitados. O assalto virou sequestro. Deixei a ânsia de corrigir minha vida e ordenar alfabeticamente os autores para outro momento.

Nunca temos tempo. Para trabalhar ou rever amigos ou descansar e desfrutar as distrações. O tempo de férias não conta, é um templo planejado, que mais se assemelha a um trabalho free lancer do que a uma espontânea inquietação. Passagens, hotel ou casa alugada, pagar as contas com antecedência, procurar alguém para controlar a casa, manter a água das plantas, isso que não possuo cachorro...

Não temos tempo a perder, muito menos a ganhar. Tempo é espaço, estar perto para conseguir voltar. Não tenho tempo para responder mensagens, não tenho tempo para ir à praça. Diversão termina rápido. Minha boca é um relógio de corda.

Meu tempo transformou-se curiosamente na minha falta de tempo. Sempre me desculpando, sempre alegando algum outro compromisso. Ainda mais para quem não aprendeu a dizer não. Eu desmarco, não nego nada. O constrangimento de cancelar algo me transtorna. Fico dias sem dormir aventando perdões absurdos. Qualquer contemporâneo tem vidas paralelas. E mortes paralelas também.

Existe um único antídoto para a falta de tempo. Um único. Estar apaixonado. Esquecer de si para inventar o desejo. O desejo transforma-se no próprio tempo. Tudo é adiado. A dispersão nos leva a reparar nas janelas, nos interruptores, nos sapatos dos colegas. As córneas se abaixam. Nada mais tem tanto significado do que se aprontar, ensaiar e aguardar perfumado o encontro. Passar as roupas é uma necessidade. Os vincos são desafiados com inusitada paciência. Depilamos a agenda. Compromissos sérios pulam de casas e horários. Antes imutáveis, as reuniões trocam de vôo de modo nervoso. O trabalho passa violentamente rápido. Não há o medo de ser demitido, o medo de se proteger, o medo de repetir as relações passadas, a segurança de prever. Cada um assume uma condição noturna, intermitente, o olhar abobado e a vontade excessiva. A imaginação pára a escrita em um só nome.

Aconselho a quem não tem tempo: apaixone-se. Perca a cabeça na guilhotina. Entregue seus pés para a espuma. Permita a cintura subir como um chafariz. Não pense que vai dar errado. O que pode dar errado já aconteceu antes. Dentro do tempo.
Fabrício Carpinejar