domingo, 4 de janeiro de 2026

O Ano Nem Começou e o "Quintal" Já Está Pegando Fogo




Janeiro mal deu as caras e a sensação é de que o mundo deu um cavalo de pau de volta para o passado. Para quem achou que 2026 seria um ano de calmaria ou de foco em problemas internos, a realidade deu um soco no estômago: a política externa dos EUA, sob o comando de Trump, voltou a tratar a América Latina como seu quintal particular.
A velocidade com que as peças se mexeram — com o foco total na queda de Maduro e nas pressões sobre a Venezuela — deixa claro que a diplomacia, para alguns, é apenas um detalhe descartável frente aos interesses de poder.
Soberania ou Conveniência?
O que mais revolta não é apenas a complexidade da situação venezuelana, que todos sabemos que é grave, mas a forma como as decisões são tomadas "de cima para baixo". Mais uma vez, vemos o destino de nações latino-americanas sendo selado em gabinetes em Washington, sem qualquer preocupação com o impacto social, econômico ou migratório que essas intervenções causam nos países vizinhos — como o Brasil.
O Peso de Ser Vizinho
Até quando a gente vai ter que aguentar essa política de intervenção que ignora a nossa autonomia?
* A economia balança: Qualquer faísca na Venezuela reflete no dólar, no petróleo e na bolsa por aqui.
* A crise humanitária ignora fronteiras: As decisões tomadas lá no Norte quem paga a conta somos nós, recebendo o fluxo de refugiados sem o suporte adequado.
* O discurso de "liberdade": Soa vazio quando vem acompanhado de sanções que, no fim do dia, castigam o povo e não apenas os líderes.
2026 e o Desafio da Resistência
Começar o ano com esse nível de tensão geopolítica é exaustivo. É o sentimento de que, enquanto tentamos organizar nossa própria casa, vem uma tempestade externa e bagunça tudo de novo. A América Latina precisa parar de ser vista como um território de exploração e influência e passar a ser respeitada como um bloco de nações soberanas.
O ano mal começou, e a paciência já está no limite. Resta saber até onde vai essa corda e quem, de fato, vai segurar o impacto quando ela arrebentar.
Indignada??? Sim, sim e essa indignação faz todo sentido, porque o discurso da "guerra às drogas" é um roteiro que a gente já viu ser usado décadas atrás para mascarar interesses bem mais pragmáticos.
Interesses por trás do caos:
A Cortina de Fumaça: Drogas, Mentiras e Videoteipe
O que mais dói — e o que gera uma vergonha profunda de quem ainda acredita nesses discursos oficiais — é a insistência em nos tratar como idiotas. O governo americano volta com a velha narrativa da "luta contra o narcotráfico" para justificar intervenções, como se a gente não soubesse ler as entrelinhas.
Sejamos honestos: se o problema fosse apenas as drogas, a abordagem seria outra. Mas a gente sabe muito bem qual é o combustível dessa máquina: o petróleo.
Não é sobre salvar um povo ou limpar as ruas de substâncias ilícitas; é sobre quem controla as maiores reservas de petróleo do mundo, bem aqui, do nosso lado. É sobre garantir que o "ouro negro" flua para onde eles querem, no preço que eles determinarem.
O Tabuleiro Global: América Latina como Troféu
Para piorar, estamos presos no meio de uma briga de gigantes que não é nossa. A América Latina virou o ringue de uma nova Guerra Fria:
* A Presença da China: A China investiu pesado por aqui nos últimos anos, ocupando o vácuo que os próprios EUA deixaram. Eles financiaram infraestrutura, fizeram parcerias e deram um fôlego que a região não tinha.
* O Revanchismo de Trump: Agora, o movimento contra Maduro não é apenas contra um governo específico, é um recado direto para Pequim. É Washington tentando expulsar a influência chinesa "do seu quintal" na base do grito e da força.
Até quando seremos o palco da guerra alheia?
É uma vergonha ver a nossa soberania ser tratada como moeda de troca. Eles falam em democracia, mas o que querem é mercado e recurso natural. Falam em segurança, mas o que buscam é hegemonia contra a China.
Enquanto eles jogam esse xadrez geopolítico sujo, quem fica com a instabilidade, com a inflação e com o risco de conflito somos nós. O ano nem começou e a máscara já caiu: o interesse nunca foi o bem-estar da América Latina, mas sim garantir que ninguém mais encoste na riqueza que eles acham que os pertence por direito divino.
O despertar necessário
Não dá mais para aceitar passivamente esse roteiro repetido. A história já nos mostrou que, quando potências estrangeiras decidem "salvar" a América Latina sob pretextos morais, quem acaba pagando a conta — com sangue, crise e retrocesso — é o povo. A briga pelo petróleo e o medo da influência chinesa não justificam transformar nossa região em uma zona de guerra por procuração.
Precisamos de uma América Latina que se posicione, que exija respeito e que não se deixe enganar por discursos de quem só olha para o sul quando quer extrair algo ou marcar território. O ano mal começou, mas a nossa vigilância precisa ser total.
E você, o que pensa sobre essa movimentação? Acredita que ainda há espaço para a soberania latino-americana ou estamos condenados a ser o eterno tabuleiro dos gigantes? Deixe sua opinião nos comentários e vamos debater.

O Ano do "Não Sei": Quando o Propósito Ainda Não Chegou



Começar o ano sentindo que não tem um "grande propósito" pode ser angustiante, especialmente com a pressão das redes sociais para "vencer" e "planejar". Mas a verdade é que esse vazio pode ser um espaço de liberdade incrível.

Todo dia primeiro de Janeiro é a mesma coisa: uma enxurrada de metas, listas de hábitos inegociáveis e frases motivacionais sobre "encontrar o seu propósito". Parece que, se você não tem um plano de cinco anos traçado antes do café da manhã, você já começou o ano perdendo.

Pois bem, eu comecei este ano sem propósito. E estou tentando não entrar em pânico por causa disso.

Geralmente, a gente encara a falta de propósito como um vazio ou uma falha de caráter. Mas, desta vez, estou tentando olhar de outro jeito. E se o propósito de Janeiro (ou do ano inteiro) for justamente esse: não ter um norte definido e se permitir apenas circular?

A Tirania do "Porquê"

Vivemos sob a pressão de que tudo precisa ter um significado maior. O trabalho precisa ser uma missão, o hobby precisa ser monetizado, e cada minuto do dia precisa estar alinhado com uma "visão de futuro".

Mas a verdade é que a vida tem ciclos de pousio. Assim como a terra precisa descansar sem produzir nada para recuperar os nutrientes, a nossa mente também precisa de períodos de "despropósito".

O que fazer quando não se sabe o que fazer?

Se você também se sente assim, talvez possamos combinar algumas coisas para este ano:

  • Substituir a "Missão" pela Curiosidade: Já que não sei onde quero chegar, vou apenas seguir o que me desperta interesse hoje. Sem compromisso de ser produtivo.

  • Focar no Ritmo, não no Destino: Se eu não tenho uma meta gigante, vou focar em deixar o meu café gostoso, em manter minha casa em ordem e em dormir bem. O cotidiano tem valor por si só.

  • Aceitar o Silêncio: A falta de propósito gera um silêncio barulhento na cabeça. Em vez de preenchê-lo com ansiedade, estou tentando ouvi-lo. O que sobra de mim quando retiro as ambições?

Um convite ao inesperado

Talvez o propósito não seja algo que a gente "acha" sentado no sofá pensando sobre a vida. Talvez ele seja algo que nos atropela enquanto estamos distraídos vivendo.

Se você também começou o ano sem bússola, sinta-se em casa. Não ter um mapa nos permite explorar caminhos que quem tem pressa jamais veria. Este não é o ano da chegada; é o ano da caminhada cega. E tudo bem ser assim.


sexta-feira, 28 de março de 2025

 


A minha hematologista me orientou a procurar um Psiquiatra, tudo bem eu vou, mas eu acho que foi só porque eu fiz uma pergunta não muito bacana em um tom bem sarcástico.

 Olha eu sei que não devo fazer isto, me policio bastante, mas me parece nato quando eu vejo já fiz...

Tá na moda ser autista, mas eu não sou não, sou aquariana, ascendência italiana e uma sinceridade que beira a falta de educação e gosto muito das coisas as claras, sabe aquela coisa de dar nomes aos bois, então todos os meus tem nomes.

Mas vamos lá, a hematologista estava ciente de que tenho formação em bioquímica, fiquei fazendo uns questionamentos a respeito de macrocitose e lá vem ela me explicando que nós temos no sangue umas bolinhas vermelhas e eu: Vem cá você tá chamando as hemácias de bolinhas vermelhas? Tá? E cai na risada....  Resultado: Psiquiatra

No aniversário de uma amiga

Em um bar um telão rolando um show sem som, uma moça loira com blusa de oncinha, eu perguntei quem era ela respondeu... não importa não conheço e depois uns moços com batom e novamente perguntei: quem são? Porque estão com batom? Ela respondeu e uma amiga dela que estava ao lado ouvindo a conversa me perguntou: Ei em que mundo você vive? A minha resposta: No mundo das pessoas inteligentes! Resultado: um beliscão na perna

A poda da árvore

Fiz o pedido por e-mail a prefeitura e a moça me liga- Olha a arvore fica na sua casa ou na rua? Eu respondi, na calçada moça... Resultado: xigamentos.

Eu sei que isto agride as pessoas, fico triste depois, mas em algumas ocasiões dou risada e me perdoo porque simplesmente sai.... meu irmão diz que eu não apanho só porque sou pequenina!

Hábitos  de pessoas inteligentes por IA

Gostam de explorar novas ideias, livros e teorias

Gostam de passar um tempo sozinhas

Gostam de aceitar desafios

São capazes de interagir bem com adultos e crianças

São capazes de suportar opiniões contrárias ( Eu não suporto, ignoro)

São capazes de ser gentis, mesmo para quem não as valoriza ( não mesmo)

Resultado: Não sou uma pessoa inteligente segundo a IA.

quarta-feira, 26 de março de 2025

Primavera, verão, outono

... e chegamos ao outono da minha geração, com muitas coisas para fazer e com muitas ainda por fazer, o avanço da internet nos deixam tontos e confusos, já não sabemos mais o que é real e o que é IA. Tontos no sentido da cabeça girar e a mente meio que paralisar e tontos no sentido de ignorantes de ainda não reconhecermos a nossa própria criação e temos que recorrer a buscas de matérias confiáveis para saber se algo é verdadeiro ou não. 

Estamos no que chamamos de meia idade, não sabemos se o futuro que nos resta será confortável, será bom, mas ainda assim orgulhosos do que conseguimos criar, entretanto com raiva do que a geração posterior está fazendo com ela e com mais raiva ainda da posposterior que a negará...

sim já temos de volta os celulares analógicos



hoje vi a Ana Julia toda linda de preto com seus 13 anos e cabelos coloridos e eu gritei: _ Onde vai toda linda?

Ela riu muito segurando a boca do estomago me dizendo: _ Ao Psicólogo, ao Psicólogo.

Eu voltando a escrever depois do verão mais longo e triste na minha vida, também deveria ter ido.

Ah! Uma pergunta : Alguém ainda lê blogs? 


domingo, 21 de dezembro de 2014

2014 o ano em que senti que a vida some....


A gente descobre que há um sumidouro, um lugar onde se esconde todas as palavras não ditas, se esconde os nossos medos, os batons e esmaltes não usados, como se fosse uma bolsa de mulher que tem de tudo lá dentro, mas, quando se quer algo, não se encontra, não é bem o meu caso, pois já não uso batom e nem esmaltes, mas eu já vi isto acontecer e sei como é...
A vida talvez seja assim, um sumidouro, dela eu reservo os sentimentos, os cuidados com as pessoas que vivem comigo, umas delas eu queria aqui bem perto o tempo todo, e outras bem longe... e outras a gente descobre com o tempo... e ainda não sabe o que fazer...( acho que aqui que reside a dor, não saber o que fazer.)
Umas vão para este sumidouro, e a gente procura, chama, fica noites sem dormir,  chora e nada, porque não se sabe exatamente onde fica este sumidouro, e eu me pergunto o que foi que eu fiz de errado? O que eu poderia ter feito para que não fosse assim? Eu olho para a relação com esta pessoa e vejo que fiz tudo o que podia ter feito e ainda assim ela não esta mais aqui, não por vontade própria, mas porque alguma força maior quis assim e eu sei que ela faria por mim exatamente o que eu fiz por ela e talvez até mais, não digo que havia um laço, mas sim um nó, um nó que unia estas duas pessoas, nós podíamos gritar, ficar bravas, reclamar, falar eu penso isto de você, eu penso aquilo, quero que você faça isto ou aquilo e nada desfazia o tal nó, no ultimo momento eu gritei por ela e ela gritou por mim .... Mãeeeeeeeeeeeee ,algo conseguiu desfazer este nó , os gritos não foram ouvidos e ela se foi. Mas foi algo sagrado. E da minha parte por mais que seja sagrado e que eu entenda que seja sagrado ainda não chegou o meu tempo de aceitação.
E através desta pessoa você acredita que também existem muitos outros nós... não, não, não, , só alguns, o que existe são laços, laços, que com apenas um puxão se desfaz, que apenas com uma palavra mal dita, ou uma atitude, se desfaz... E é isto que dói, a gente passa a vida inteira querendo laços, mas o que faz a união é o nó!
A gente sempre acha ruim o nó... já sentiu nó na garganta? É ruim né! Uma aflição, uma dor no peito, nó é sinal de coisas mal resolvidas ensina os antepassados, a gente fica com medo de falar porque vai magoar e não entende que a vida é um fio tênue e que a qualquer momento pode ser rompida....
Eu não sou este “Ser”, não corrompo a minha alma, estou ainda aqui e carrego comigo o que as mulheres da minha família me ensinaram, trago comigo todos os ensinamentos das minhas avós, da minha mãe, e elas sempre me ensinaram: VAI DOER, mas seja forte e faça o que tem que ser feito! Siga a lei de Deus e é tão difícil seguir estas leis quando os homens a modificam...
É fácil se criar um laço, basta abraços, visitas, sorrisos, mas nó é muito difícil, para se ter um nó é preciso abrir o coração, se expor, gritar, é preciso ouvir, é preciso estar junto, acolher, ter responsabilidade,  é preciso verdade e coragem e é uma grande pena quando alguém quer criar um nó e alguns acham que é mais bonito laços.
Nestas horas eu prefiro acreditar que realmente existe um sumidouro.... e o desejo de ir para este sumidouro é muito grande. Eu rezo todos os dias pra que Deus traga paz ao meu coração. Que dentro do que me foi ensinado eu não machuque ninguém! Esta parte de seguir as leis de Deus e não machucar ninguém eu ainda estou aprendendo. Acho que é isto que me dói, nenhum ensinamento, porque elas nunca machucaram ninguém,  e morro de medo de estar dando o passo errado, mas estou seguindo o meu coração...Peço que em 2015 seja o tempo para que dentro de mim tudo isto se resolva e que consiga ensinar as gerações futuras. E peço desculpas por ter mentido, na hora eu falei pra você : vá... nós vamos ficar bem..., eu não estou tão bem mas vou me esforçar para que minha mentira vire verdade....Espero ainda sentir o toque suave da sua mão na minha e não mais este estrangular dos ossos  todas as manhãs incertas quando abro os olhos .
Aqui há tantas confusões nos livros sagrados, mas acredite naquele em que você possa me encontrar e me reconhecer novamente! 
Não será o seu primeiro Natal sem mim, mas é o meu primeiro sem você.  Desculpe-me por tanto sentimentalismo...

Mas “K” entre nós... Amo você! 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Pufti... tá ai....

E ai a gente pensa, eu deveria ter conversado mais, eu deveria ser mais aberta, eu deveria estar mais presente, é tanta culpa e é tanto eu deveria no primeiro momento que não cabe em um livro. Mas quando passa este primeiro momento e se percebe o dedo de Deus. Ah!!!! Uma grande benção e ai você deseja esquecer este primeiro momento... e tudo vira felicidade, e tudo se torna VIDA!  

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Mel

Houve um tempo em que eu era besta (inteligência curta- ainda bem), fui prestar um concurso público e uma menina linda com um sorriso encantador e lindos cabelos longos me pediu emprestada uma caneta. Eu emprestei a caneta e ainda passei cola da prova para ela... Eu era besta mesmo, a menina minha concorrente e eu passando respostas da prova.
Eu não tinha medo, sabia da minha paixão por bioquímica... É eu sou assim, quando me apaixono, me entrego e fico sabendo tudo sobre a minha paixão e não tem ganhe de mim...
E ai saiu o resultado do concurso primeiro lugar e fui trabalhar e adivinhem... Na mesma bancada que a menina linda dos cabelos compridos, ela passou em segundo lugar e se tornou a minha segunda paixão, eu sabia tudo dela (se bem que sou uma pessoa bastante observadora e ela bastante previsível).
Mas eu não me apaixonei sozinha, o amor, o carinho era correspondido e eu abusava disso, abusava do seu coração, uma vez a fiz carregar uma melancia dentro de três ônibus iniciando isto às cinco horas da manhã.
Tinha dias que eu tirava só para zuar com ela, até ela chorar...
Outros dias era eu quem chorava, chorei muito quando ela mudou de emprego, me abandonou, fiquei sem o café ralo e doce (isto era uma briga constante que foi feito até uma paródia com a música da Marisa Monte... Todo dia de manhã eu tomo o meu café ralo, não é fácil, mas eu tenho que beber...).
E os anos se passaram... Acredito que 20 anos, e o amor não acabou, ficamos longe e perto. Quando minha mãe teve Ca de mama eu liguei pra ela e disse me ajuda? E ela respondeu: Fica sussa eu também estou, é tranquilo, faça isto, faça aquilo... E eu me perguntando de onde vem à força desta menina?
Hoje minha mãe precisa de orações para sua alma e a menina linda de um milagre. Eu acredito em milagres.
E quem também acredita eleve seu coração ao Criador para que haja remissão do ca dela.

E acabou... acabou o sofrimento e junto com ele os sorrisos, fica agora somente os da foto.)